Trazes numa mão frases desbotadas
E no sorriso palavras em vão.
Quando te beijo para as ter caladas,
Ainda as vejo em suspensão.
Trazes na outra, olhares inquietos
E no peito sabores desejados.
Quando o tenho em pensamentos secretos
Esperam sedentos meus lábios tocados.
Trazes na boca a fé de que bebo,
Na língua o par da minha dança.
Quando me apertas, me dás e recebo,
Arde um desejo que não amansa.
Trazes nos seios o querer dos meus dedos
Contorcendo na ânsia de gritos desflorando.
De raiz sem freios apertando sem medos,
Um perfume mordido, hipnotizando.
Trazes-me para dentro de ti,
Com um fulgor que me sufoca
Quando na força bruta em que explodi,
Um orgasmo me eleva e de volta me soca.
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