Sinto uma estranheza entranhada
Nas estranhas entranhas que em mim habitam
O dia morre-se-me numa rua inacabada
E os últimos uivos de luz já me evitam.
Na bruma de um nada a expectativa de uma vontade me aguarda.
Sinto-me esquecido.
Dói-me saber que algo de mim morreu, nas horas passadas de um dia inerte.
Irrita-me estar irritado.
Mais um traço de vida inacabado.
Tenho sede mas nada verte.
Só é a palavra que dormirá comigo esta noite. Mais uma, outras virão.
Menos mal enquanto tiver palavras que me acompanhem.
Quem as não tem para atravessar uma noite,
e há falta delas estão sem ninguém, esperando quem não vem.
Nem só… nem só estão…pior ainda.
Dormirão uma última noite, em ardor, com a bela mulher do Fim:
a Finda
a Finda
Foto por: MJ
Raio de fotógrafa espectacular!
ResponderEliminarE José, você escreve mesmo bem. Tenho dito