Há luzes que me perseguem, tal cigarro aceso - não puxo, não apaga.
Há vozes que se medem, não pelo grito mas pela calada.
Vejo um ponto vermelho no cimo de um vazio,
gesto trémulo da incerteza, olho distante, ora de surpresa,
ora de relance para a ponta acesa.
(não vá queimar-me e a dor interromper o transe.)
Espero que o ponto vermelho dance, juntando-se à voz calada.
No silêncio de uma virgem pela primeira vez tocada..
...e que suplicante contempla o entardecer perdido nas horas escuras,
ora escondido nas horas lentas do amanhecer tardio,
que traz consigo a ansiedade latente.
Um amanhecer que prende na espera o cio, revelando a culpa daquele,
que não sendo culpado, também não é inocente.
(ó)cio.
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